Governança sem fronteiras: a evolução da Assembleia da Cooperativa Nossa Terra (2021-2026)

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No cooperativismo, a Assembleia Geral Ordinária (AGO) é o momento supremo da governança. É onde o “dono” do negócio – o associado – exerce seu poder de voto. Até 2020, esse rito era exclusivamente físico: o aperto de mão, o jantar, a presença do associado.

Porém, a última meia década nos forçou a reescrever como a democracia cooperativista acontece. Este é o estudo de caso de como transformamos uma necessidade sanitária em um legado tecnológico na Cooperativa Nossa Terra.

2021 e 2022: o Digital como única via

Quando a pandemia impediu as reuniões físicas, fomos acionados para uma missão crítica: realizar a 1ª Assembleia Digital da história da cooperativa em 2021, repetindo o feito em 2022.

O desafio técnico era transmitir via Facebook (para alcance público) e coletar votos via formulário seguro (para auditoria). Mas o desafio estratégico era maior: garantir a validade jurídica e a confiança do associado num processo 100% remoto. Executamos com sucesso, provando que a cooperativa poderia operar, mesmo à distância.

2023 e 2024: o retorno às origens

Com o fim das restrições, os anos de 2023 e 2024 marcaram a retomada do modelo 100% presencial. Foi um movimento natural e necessário para resgatar o calor humano, tão vital para o nosso perfil de associado. Mas a semente da digitalização já estava plantada. O associado sabia que a tecnologia era possível.

2025: o desafio da dualidade (a 1ª Híbrida)

O verdadeiro teste de maturidade chegou em 2025. O cliente solicitou a 1ª Assembleia Híbrida: presencial e digital, simultaneamente.

Do ponto de vista de gestão, um evento híbrido é exponencialmente mais complexo. Não se trata apenas de colocar uma câmera no fundo da sala. É preciso gerenciar duas plateias que consomem conteúdo em ritmos diferentes.

Aqui entrou o diferencial da nossa consultoria estratégica, focada em Inclusão Digital:

  1. Diagnóstico de público: Lidamos com associados com idade mais avançada, muitos em zonas rurais com internet instável (sinal fraco).
  2. Educação prévia: Desenvolvemos campanhas didáticas e peças de instrução, ensinando o associado a usar a ferramenta de votação. A barreira não era a tecnologia, era a familiaridade com ela.
  3. Segurança e responsabilidade: Assumimos a responsabilidade técnica de garantir que o voto de quem estava no campo tivesse o mesmo peso e velocidade de quem estava no plenário.

2026: consolidação e futuro

Agora, com o planejamento de 2026 em andamento, não estamos mais testando; estamos consolidando. A próxima AGO Híbrida será maior, com mais camadas de tecnologia, interatividade e redundância de segurança.

A lição que fica para gestores e diretores é clara: a tecnologia em eventos corporativos não é sobre “modernidade estética”. É sobre acessibilidade. É garantir que o associado, seja no conforto do auditório ou na lavoura com um sinal 4G fraco, tenha sua voz ouvida e seu voto respeitado.

Na Tiaraju, não entregamos apenas a transmissão. Entregamos a certeza de que a governança foi cumprida.