CASE: Assembleia Geral Híbrida

Cooperativa Nossa Terra - AGO 2026

Comunicação Institucional & Governança

Como transformamos a Assembleia Geral de uma Cooperativa em um evento híbrido com validade jurídica, engajamento real e aprovação de 96,9%

Cooperativa Nossa Terra · Erechim, RS · Março de 2026

O CONTEXTO

A Cooperativa Nossa Terra chegou a 2026 com um desafio que muitas instituições do setor cooperativista enfrentarão nos próximos anos: como realizar uma Assembleia Geral Ordinária que fosse, ao mesmo tempo, presencialmente sólida, tecnicamente acessível para associados em municípios distantes e juridicamente válida em cada voto registrado.

Não era a primeira AGO da cooperativa. Mas era a primeira no formato híbrido – e o risco institucional era real. Uma assembleia com falha técnica, quórum questionável ou associado sem conseguir votar comprometeria não apenas o evento, mas a percepção de governança da instituição junto a todo o seu quadro social.

O PROBLEMA REAL

O desafio não estava nas câmeras nem no cabo de rede.

Estava em garantir que o associado de 70 anos, produtor rural em Porto Xavier ou em qualquer outro município atendido pela cooperativa, tivesse a mesma capacidade de participação e voto que o cooperado presente no auditório em Passo Fundo.

Tecnologia sem didática é barreira. E barreira em assembleia é exclusão.

Três riscos precisavam ser neutralizados antes do dia do evento:

  • Risco 1 – Jurídico: O voto digital precisava ter rastreabilidade e validade estatutária. Qualquer questionamento posterior comprometeria as deliberações aprovadas.
  • Risco 2 – Operacional: Instabilidade de conexão em zona rural poderia impedir o exercício do voto no momento crítico.
  • Risco 3 – Humano: Associados sem familiaridade com plataformas digitais poderiam se sentir excluídos do processo – o oposto do que uma assembleia híbrida deve fazer.

O QUE FOI FEITO

A atuação da Tiaraju começou muito antes do dia do evento. A comunicação de uma assembleia não começa no play da transmissão – começa no planejamento.

  • Planejamento e protocolo técnico – Desenvolvimento do protocolo completo de comunicação da AGO: da abertura à ata. Cada etapa do evento foi mapeada com antecedência, incluindo fluxos de contingência para falhas técnicas.
  • Materiais institucionais – Criação da apresentação institucional completa utilizada pela diretoria durante a assembleia – estruturada para sustentar a apresentação oral sem substituí-la, traduzindo dados financeiros complexos em linguagem acessível para o quadro social.
  • Educação digital pré-evento – Desenvolvimento de tutorial operacional para uso do sistema de urna digital, distribuído previamente aos associados. O foco foi em reduzir a dependência de improviso no dia e garantir que o associado chegasse ao momento do voto já familiarizado com o processo.
  • Alinhamento com fornecedores e equipe – Condução de reuniões de alinhamento com o fornecedor de tecnologia e com a diretoria da cooperativa. Orientação da equipe de suporte que atuou presencialmente no dia da assembleia.

OS RESULTADOS

A AGO 2026 da Cooperativa Nossa Terra consolidou o modelo híbrido como padrão de governança para os próximos ciclos.

Os números falam por si:

  • R$ 161,5 milhões em faturamento bruto apresentados e aprovados – crescimento de 17% sobre o ano anterior
  • 96,9% de aprovação nas contas da gestão – resultado que reflete confiança irrestrita da base associativa na diretoria
  • Associados participando e votando à distância, de diferentes municípios do Rio Grande do Sul
  • Validação externa: Gervásio, representante da Unicafes RS, acompanhou a assembleia diretamente de Canoas/RS e parabenizou publicamente a condução do evento
  • Ramão Cerri, associado de Porto Xavier/RS, votou à distância e registrou: “Gostei muito da assembleia. Foi uma aula! Consegui assistir e também votar.”

O resultado não foi apenas operacional. Foi reputacional. A cooperativa demonstrou ao seu quadro social, aos parceiros e às entidades do setor que governança e modernização tecnológica são compatíveis – e que a instituição está preparada para os próximos anos.

“Nós queremos a nossa cooperativa cada vez mais forte e transparente. Permitir que o associado acompanhe os nossos resultados e vote de onde estiver é garantir que a Nossa Terra continue sendo construída a muitas mãos.”

Adelmir Gaiardo – Presidente da Cooperativa Nossa Terra

O QUE ESTE CASE DEMONSTRA

Assembleias híbridas não são um desafio de TI. São um desafio de comunicação estratégica.

A diferença entre um evento que funciona e um que expõe a instituição está no planejamento, na didática e na consistência entre o que é dito e o que é entregue ao associado – antes, durante e depois da transmissão.

A Tiaraju atua nessa intersecção: entre a sobriedade que uma instituição cooperativista exige e a clareza que o associado precisa enxergar para confiar.